sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Limite

Estou num ponto. No fim da linha. No último degrau. No último caminho. No último suspiro. E cheguei até aqui sozinha. Eu me trouxe. Segurei a minha mão e me guiei até esse lugar seguro. Seguro?
Eu sempre acreditei que sim. Mas segurança é algo tão relativo. E o lugar seguro que eu construí, meu lugar de silêncio, se tornou um poço e estou caindo sem corda. Por que eu quis. Quis me jogar. A água lá no fundo parecia tão limpa e transparente. Mas esqueci que não sei nadar. E acreditei que poderia me jogar e nadar sozinha por toda essa água limpa, que de perto nem está tão limpa assim. E eu nem gritei ao perceber que a água enchia meus pulmões. Nem tentei. Nem me debati. Por que eu ainda acreditei que poderia me salvar sozinha, mesmo sem saber nadar. E esse é o limite.

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