quarta-feira, 12 de outubro de 2011

"Se tu souber cantar outros versos quero que passe aqui e me eduque porque eu só tenho coisas intocáveis para te oferecer. Eu só posso deixar meu gosto na tua boca e minha risada instável nos teus ouvidos. Se tiver uma música bonita que eu desconheça, toque na nossa praça. Porque lá as crianças que fingimos serem nossos filhos também poderão escutar. Sempre que eu aprender palavras novas poderemos incorporar nas nossas piadas, quando morrermos no colo um do outro, nas horas mais impróprias e também quando brigamos. Porque nossa discussão foi tão primordial que virou nossa melhor história. Eu quero evitar que pegue meus vícios de gente velha, mas vou fazer você assistir àqueles filmes que filtrei entre os melhores. Eu preciso que me faça entender a possibilidade de traçar linhas que contam teu olhar. Mesmo que teu melhor desenho tenha sido feito com os restos da comida no prato. Quero que repita outras mil vezes que preciso ter calma quando os carros jogarem água de chuva em mim e ainda deveria ficar feliz quando chove assim. Te quero presente, fazendo eu não esquecer por nenhum momento os trejeitos de minha gente, porque você se dedica a se apaixonar pelas minhas manias e pela forma como pronuncio palavras espaçadas quando irritada. Eu preciso que continue fotografando tuas idéias Gasparianas porque eu me expando fazendo as poses que me pede. Que tua arte transborde no meu gosto incerto, porque eu quero que leve de mim todo um universo, mas nada que possa de fato tocar."


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