domingo, 11 de dezembro de 2011

Dias e meses e anos

Há 25 anos atrás aqueles que te trouxeram ao mundo começavam uma (linda) história. Há 25 meses atrás, nós começamos a nossa história. E há 25 meses atrás eu jamais iria imaginar que hoje eu iria desejar tanto estar ao seu lado daqui a 25 anos.
Eu estive pensando no quanto tudo foi diferente mesmo tendo tudo para ser igual. No quanto fui surpreendida em todos os momentos e no quanto meu coração foi completamente preenchido. 'Deixa estar, que o que for pra ser, vigora'. E está vigorando. Cada dia mais e com mais força.

Um dia você me disse que tinha medo de não 'superar meu primeiro amor'. Hoje, eu te digo que você é meu primeiro amor!

sábado, 29 de outubro de 2011

But I want something good to die for to make it beautiful  to live no  matter the mistakes or successes, but  could be with you and see your smile.

Quando você me olha daquele jeito. Ou quando você me beija daquele jeito. Ou quando você me toca daquele jeito. Ou quando você me abraça daquele jeito...
Um coração louco, fora do compasso suplica estar pra sempre junto ao seu. E deseja que o seu suplique a mesma coisa. Sinto meu corpo implorar, a minha boca chamar pela sua e balbuciar pedidos eternos. E talvez você duvide, mas essa coisa louca, esses olhos que adoram te admirar e essas mãos que sentem imensa necessidade de te tocar minuto após minuto, hora após hora, fazem parte do que há 2 anos atrás você me ajudou a conhecer. E como é grande. Como é forte e intenso e vivo e completo. E bonito.
Seja minha paixão para sempre e este coração louco, para sempre, suplicará estar junto ao seu.


À você, todo o meu amor.

'Vermelhos são seus beijos, quase que me queimam. Que meigo são seus olhos...'

domingo, 23 de outubro de 2011

Bobagens.

Você é boba. Boba por não perceber que agora é tudo diferente. Algumas coisas não fazem mais sentido algum e isso me dá vontade de rir. Rir por que antes a boba era outra pessoa. E hoje é você, meu bem. Você que não nota. Não vê. Não se entrega nem por brincadeira. E brincadeiras são bobagens também. Mas são lindas bobagens quando se tornam realidade. E você, pra mim, é uma bobagem linda que poderia se tornar real mais uma vez. Se tornar a minha realidade.
E por falar em realidade...Um dia desses eu encontrei por aqui alguns dos nossos antigos retratos e ah, como estávamos bobos! E que bobagem feliz! Que bobagem completa! Que bobagem real! Você se lembra?
Um dia desses, quero ter uma nova fotografia boba...Mas boba daquele nosso jeito antigo.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011


Ando viciada em alguns anestésicos. Nada forte. Só os que me fazem adormecer e amortecem certas quedas. Ando viciada também em não cuidar de mim e ainda mais viciada em ouvir de você o quanto isso é feio e o quanto te chateia. Mas não a nada que eu possa fazer por enquanto. Também tenho manias e uma delas é a de cumprir minhas promessas. O problema é que nunca prometi cuidar de mim. Prometi um mar, mas dessas águas eu passei longe. Se você ainda tiver paciência, vai compreender. Sou uma bagunça dentro do impecável. Aquele impecável que te apaixonou. O impecável misterioso. O mistério que é mais transparente que qualquer verdade. E o que é verdade? O intangível. Ah, nunca precisei pedir paciência a ninguém. Sempre foi o contrário e estar do outro lado parece esquisito e errado. Mas o que é certo? O certo é que alguns dos meus anestésicos estão fazendo efeito e meus olhos estão pesados. Quando eu voltar você vai estar aí?

"Se tu souber cantar outros versos quero que passe aqui e me eduque porque eu só tenho coisas intocáveis para te oferecer. Eu só posso deixar meu gosto na tua boca e minha risada instável nos teus ouvidos. Se tiver uma música bonita que eu desconheça, toque na nossa praça. Porque lá as crianças que fingimos serem nossos filhos também poderão escutar. Sempre que eu aprender palavras novas poderemos incorporar nas nossas piadas, quando morrermos no colo um do outro, nas horas mais impróprias e também quando brigamos. Porque nossa discussão foi tão primordial que virou nossa melhor história. Eu quero evitar que pegue meus vícios de gente velha, mas vou fazer você assistir àqueles filmes que filtrei entre os melhores. Eu preciso que me faça entender a possibilidade de traçar linhas que contam teu olhar. Mesmo que teu melhor desenho tenha sido feito com os restos da comida no prato. Quero que repita outras mil vezes que preciso ter calma quando os carros jogarem água de chuva em mim e ainda deveria ficar feliz quando chove assim. Te quero presente, fazendo eu não esquecer por nenhum momento os trejeitos de minha gente, porque você se dedica a se apaixonar pelas minhas manias e pela forma como pronuncio palavras espaçadas quando irritada. Eu preciso que continue fotografando tuas idéias Gasparianas porque eu me expando fazendo as poses que me pede. Que tua arte transborde no meu gosto incerto, porque eu quero que leve de mim todo um universo, mas nada que possa de fato tocar."


Vem.

Vem e me leve com você. Vem e me arranque dessa tristeza, desse medo de sentir dor. Vem e me machuque, mas me machuque com paixão. Aquela paixão que só nós conhecemos.Vem e me arrebate, me enlace, me faça sua. Vem e me faça sorrir, me faça chorar, me faça sofrer, me faça feliz. Vem e me cure, me ame, me mate. Mas me leve com você.
Hoje senti muita vontade de fazer o que há muito não faço: escrever. E dessa vontade me dei conta que só a sinto quando em extremos. De felicidade ou tristeza. Me dei conta também de que não sei me sentir entregue ou vulnerável. Não gosto da sensação ou (in)certeza de que a qualquer momento podem me magoar de alguma forma. Não gosto de saber que não sei me proteger. Não consigo mais me proteger. E eu estou aqui, completamente entregue, com uma fragilidade que nunca fez parte de mim. O meu coração não me pertence mais e isso me assusta muito por que não sei até onde vão cuidar dele ou se vão cuidar dele...
Queria ser salva desse desespero de me afogar a qualquer instante (de me afogar ainda mais). Eu não sei nadar e já estou sentindo a falta de ar nos meus pulmões...

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Não vale a pena

Maria Rita

Ficou difícil
Tudo aquilo, nada disso
Sobrou meu velho vício de sonhar
Pular de precipício em precipício
Ossos do ofício
Pagar pra ver o invisível
E depois enxergar

Que é uma pena
Mas você não vale a pena
Não vale uma fisgada dessa dor
Não cabe como rima de um poema
De tão pequeno
Mas vai e vem e envenena
E me condena ao rancor
De repente, cai o nível
E eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo, repetindo
Como num disco riscado
O velho texto batido
Dos amantes mal-amados
Dos amores mal-vividos
E o terror de ser deixada
Cutucando, relembrando, reabrindo
A mesma velha ferida
E é pra não ter recaída
Que não me deixo esquecer

Que é uma pena
Mas você não vale a pena