quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Assim Nasce O Novo, Oculto, Vívido e Ótimo ANO NOVO.


"Mundo moderno, melhore!" Morra, maluco mundo meu: modesto, magro e minguado mundo. Mesma merda: monótona, midiática, moribunda. Mantendo manuscrita minha manifestação melindrosa, medrosa, mas muito marcante. Modinhas, merchandising, mudanças mal modeladas... Momentos maquiados moldam mini meninas mirradas, miúdas. Mudas. Mormente mortas. Mundo mal!
Cai, coração! Corte cálido, condensado, certeiro com cara corada... Como começo comparado com cachorros corroídos, caídos... Comidos, cuspidos, colocados com calma... Covas circenses cinzas. Cansado corro; competente, contudo cego. Cerceio carregar carnificinas, creio convicto... Claras condições... Clara chatice: ceia, carnaval, cédulas cortadas, choro. Cupidos capciosos, caolhos; cercam corações... Comemoram casais companheiros! Capitalismo, crueldades... Como corre colateralmente caótico!
Aberração aliada a amores acabados... Atrelados aos altos anseios, ascos áureos. Anônimos astutos animam algazarras. Algozes alertas adiam alívios. Armas, antenas, atos. Ano alinhado? Algo alteroso, almejado. Almoços aguardados aninham alto-astral, alucinam aos amantes, amigos. Ademais, avisto algo alvoroçado... Amor? Ameaça ambulante. Ano amado, achegue-se! Apenas abandone aí as amarguras.
Nortes normais... Nada no nosso ninho nanico. Nódoa, neblina e névoa nascendo nas não nanquinadas nuvens. Navegantes numa notória não notada nova narrativa. Narcóticos... notável nojo nacional. Nádegas nédias, nuas nos novos negócios. Números naturais, naturalismo. Náuseas, necedade, necessidade, negações, nãos. Notas nutrem nerds. Nefasta necrose numa nova notícia, nazismo, neonazismo. Nada nos nuncia novas. Nunca.
Dias duros, demolidores... Demonstrando discplicência doada de dois deuses denominados 'desprezo', 'desgraça'. Doendo da dessidiosa desistência de degladiar, deblaterar... Dias dos dias derrotar diferenças, dinamismos, dedões dados... Dominação desnecessária!
Glamour... Glória... Gemidos gritados e grunhidos gélidos grudam gradualmente. Ganham goma, giram, geram gerações gastas, gestações grosseiras: grande gravidade. Gravuras greco-romanas germinadas geometricamente. Garotos, garotas... Gente gananciosa, gangrenada! Governadores garimpam gáurios.
Amor... Essência... Igualdade... Opulência... Única coisa que eu quero no ano novo: Felicidade, festa, formidáveis favores, frívolos fatos formando-me, fazendo-me folgar feitos ficados.Quero amar e ser amado.


[Poema baseado na idéia original do monólogo do grande Chico Anysio "Mundo moderno, melhore!", onde todas as palavras começam com M.]


Por Daniel Sathierf.

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