
A 50 mil anos não escrevo nada por aqui...eu estava meio perdida e sem inspiração (sem a minha inspiração). Ainda continuo sem, mas precisava de um meio pra escapar.
As pessoas costumam dizer que nada acontece por acaso. Todas as coisas têm uma razão de ser, um motivo. Mas então, por que ainda não consegui encontrar meu motivo? Encontrar aquela coisa que me faria rir de tudo e pensar: ah, então foi por isso? Demora tanto assim? Não sei se quero esperar ou se consigo esperar mais. “Há males que vem paro o bem.” Ou simplesmente males que vem para piorar, porque de todas as coisas, não consigo ver uma realmente boa. “Você precisa ser forte. Cabeça erguida.” “Vai passar, é só ter paciência, vai passar.” “Olhe pelo lado bom, você até perdeu uns quilinhos.” Aham. E o que mais? “A vida continua, você não pode ficar assim.” Eu já sei de tudo isso. Já sei o que vão me dizer antes mesmo de dizerem. Sei que “não posso ficar assim”, mas onde fica o botão off? Onde fica o lugar que vende desmemorizantes, se é que existem?
Não é drama. Não é exagero. Não é nada disso. Eu não escolhi “sofrer”, eu não escolhi não seguir em frente. Não escolhi não esquecer. Esquecer era tudo o que eu mais queria, pode acreditar. O fato é que quando você entrega algo seu pra alguém, o mínimo que se espera é que esse alguém cuide e te devolva intacto, de preferência do mesmo jeito que estava quando você entregou. Mas não é assim que funciona. Todo mundo sabe. Vai voltar pra você, mas com algum defeito. O bom é quando tem só ‘algum defeito’ e não quando está completamente estragado, como aconteceu comigo. Eu entreguei de um jeito e voltou de outro. Eu dei uma coisa inteira e o que eu tenho agora é uma massa estranha e despedaçada. O pior é quando você entrega pra pessoa que mais confia no mundo e ela simplesmente te mata quando devolve e você continua respirando. Respirando com um pedaço de uma coisa qualquer nas mãos. É, uma coisa. O substantivo mais adequado para o que eu tenho agora. Uma ‘coisa’ que não me serve pra mais nada a não ser me manter respirando.
Repetindo: não tem nada a ver com dramas ou hipérboles. Você pode achar que estou me fazendo de coitada ou pensando só em mim, não estou nem azul. Se não posso mais falar, se não devo falar, eu tenho total direito de escrever como me sinto.
Acho que ainda vai demorar um pouco mais para que eu possa olhar pra trás e rir. Acho que eu nunca vou entender, porque eu estive perto de pessoas com conceitos completamente contrários aos meus e só agora me dei conta. Eu nunca deveria ter me desviado do que minha mãe dizia; nunca deveria ter confiado em outro alguém que não fosse eu mesma; nunca deveria ter me jogado da forma que eu fiz sem pensar nas consequências (que não estão sendo poucas). Mas eu fiz e nunca me arrependi tanto, nunca quis tanto voltar no tempo e consertar tudo. Se eu soubesse, teria feito tudo diferente. Se tivesse um jeito de saber o que vai acontecer no futuro, eu poderia ter evitado uma série de frustrações. Mas agora não dá mais. Agora eu já caí e ainda estou no chão. E é tão frio aqui. Eu quero levantar, mas não sei mais de onde arrancar forças pra me por de pé.
Queria não precisar mais depender de nada. Queria não sentir. Ser indiferente e conseguir apagar todos os rastros que ainda me aborrecem. E isso não é certo. Não é nada certo o que eu estou fazendo comigo mesma. Me anulando por um sentimento quase doentio, porque pra mim é disso que se trata agora. Uma doença mal curada. Uma praga que tomou conta da minha vida, da minha cabeça e não importa o quanto eu tente, ou cuide, ela não vai embora. Não me deixa em paz. E paz é o que eu quero. A minha vida de volta é o que eu quero. A minha vida de pouco mais de 2 anos atrás. Se eu pudesse recuperar só isso, eu estaria feliz.
As pessoas costumam dizer que nada acontece por acaso. Todas as coisas têm uma razão de ser, um motivo. Mas então, por que ainda não consegui encontrar meu motivo? Encontrar aquela coisa que me faria rir de tudo e pensar: ah, então foi por isso? Demora tanto assim? Não sei se quero esperar ou se consigo esperar mais. “Há males que vem paro o bem.” Ou simplesmente males que vem para piorar, porque de todas as coisas, não consigo ver uma realmente boa. “Você precisa ser forte. Cabeça erguida.” “Vai passar, é só ter paciência, vai passar.” “Olhe pelo lado bom, você até perdeu uns quilinhos.” Aham. E o que mais? “A vida continua, você não pode ficar assim.” Eu já sei de tudo isso. Já sei o que vão me dizer antes mesmo de dizerem. Sei que “não posso ficar assim”, mas onde fica o botão off? Onde fica o lugar que vende desmemorizantes, se é que existem?
Não é drama. Não é exagero. Não é nada disso. Eu não escolhi “sofrer”, eu não escolhi não seguir em frente. Não escolhi não esquecer. Esquecer era tudo o que eu mais queria, pode acreditar. O fato é que quando você entrega algo seu pra alguém, o mínimo que se espera é que esse alguém cuide e te devolva intacto, de preferência do mesmo jeito que estava quando você entregou. Mas não é assim que funciona. Todo mundo sabe. Vai voltar pra você, mas com algum defeito. O bom é quando tem só ‘algum defeito’ e não quando está completamente estragado, como aconteceu comigo. Eu entreguei de um jeito e voltou de outro. Eu dei uma coisa inteira e o que eu tenho agora é uma massa estranha e despedaçada. O pior é quando você entrega pra pessoa que mais confia no mundo e ela simplesmente te mata quando devolve e você continua respirando. Respirando com um pedaço de uma coisa qualquer nas mãos. É, uma coisa. O substantivo mais adequado para o que eu tenho agora. Uma ‘coisa’ que não me serve pra mais nada a não ser me manter respirando.
Repetindo: não tem nada a ver com dramas ou hipérboles. Você pode achar que estou me fazendo de coitada ou pensando só em mim, não estou nem azul. Se não posso mais falar, se não devo falar, eu tenho total direito de escrever como me sinto.
Acho que ainda vai demorar um pouco mais para que eu possa olhar pra trás e rir. Acho que eu nunca vou entender, porque eu estive perto de pessoas com conceitos completamente contrários aos meus e só agora me dei conta. Eu nunca deveria ter me desviado do que minha mãe dizia; nunca deveria ter confiado em outro alguém que não fosse eu mesma; nunca deveria ter me jogado da forma que eu fiz sem pensar nas consequências (que não estão sendo poucas). Mas eu fiz e nunca me arrependi tanto, nunca quis tanto voltar no tempo e consertar tudo. Se eu soubesse, teria feito tudo diferente. Se tivesse um jeito de saber o que vai acontecer no futuro, eu poderia ter evitado uma série de frustrações. Mas agora não dá mais. Agora eu já caí e ainda estou no chão. E é tão frio aqui. Eu quero levantar, mas não sei mais de onde arrancar forças pra me por de pé.
Queria não precisar mais depender de nada. Queria não sentir. Ser indiferente e conseguir apagar todos os rastros que ainda me aborrecem. E isso não é certo. Não é nada certo o que eu estou fazendo comigo mesma. Me anulando por um sentimento quase doentio, porque pra mim é disso que se trata agora. Uma doença mal curada. Uma praga que tomou conta da minha vida, da minha cabeça e não importa o quanto eu tente, ou cuide, ela não vai embora. Não me deixa em paz. E paz é o que eu quero. A minha vida de volta é o que eu quero. A minha vida de pouco mais de 2 anos atrás. Se eu pudesse recuperar só isso, eu estaria feliz.
"E as flores todas murcharam. E os anéis enferrujaram. E a pulseira quebrou. Junto com meu coração."
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