segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Ávido capricho


Hoje, quando o sol se pôr e as estrelas surgirem, eu vou chegar ao fim da estrada e deitar sob o céu brilhante para sonhar os meus sonhos (tão coloridos quanto o som embriagado da tua voz). Quando a ultima estrela brilhar, vou sonhar acordada e contempla-la junto a você. Quero fazer meu pedido (mesmo não sendo cadente). Vamos, você também pode ter um, não seja tão má. Segure a minha mão e deseje (mas me inclua no seu desejo para que o meu se realize). Hoje você pode ser boazinha, prometo não pedir nada em troca. Só que não solte minha mão. Você pode fazer isso? Eu te ajudo, prometo não soltar. É que eu também prefiro a delicadeza das rosas.
Por falar em pétalas...Você deve se recordar daquela rosa. Eu ainda tenho. Guardei dentro de um desses livros estilo Aurélio-gigante. Eu também ainda tenho alguns deles por aqui, mas estão só cheios de folhas. Sem rosas. Você entende o que quero dizer?
Não tem problema se não puder entender, meu bem. Eu sou aquela que faz pedido para estrelas não-cadentes. Talvez você não tenha me incluído no seu desejo. Ou talvez eu não possa ser incluída nele. Ainda assim não tem problema, porque eu continuo sendo aquela que prefere a delicadeza (daquela rosa) e as estrelas não-cadentes.
Continue tentando. Eu prometi não soltar.

2 comentários:

David Parker disse...

A poetiza retorna às humildes páginas deste blog! =D

Me lembrou a música da chata da Ana Carolina: "Toda mulher gosta de rosas, e rosas, e rosas..."

Darlan Rocha disse...

Desse jeito eu vou longe nos "sonhos"...
Ótima estrutura no texto, gostei!