quarta-feira, 9 de julho de 2008

Reality.


“Certas mulheres como você, me levam sempre onde querem...Seus dentes e seus sorrisos mastigam meu corpo e juízo, devoram os meus sentidos. E eu já não me importo comigo...”
Naquele momento não existiria o depois, o amanhã era um mero detalhe. Só havia duas pessoas. E era o suficiente. A música, que antes fazia parte do cenário, tinha cedido lugar ao som do silêncio. O silêncio que dominava os seus corpos. O silêncio que, por mais inerte que fosse, despertava o desejo como barulho nenhum o poderia ter feito.
E um olhar já bastava. A simples insinuação de um singelo sorriso se transfigurava nas mais verdadeiras e bobas promessas. E os sentimentos sofriam mutações avassaladoras. A realidade parecia desfazer-se em mil pedacinhos de ilusão, uma fantástica ilusão. E ela adorava se sentir daquela forma. Quando, finalmente, a falta de som foi quebrada pelo toque dos lábios ansiosos pelo tato, ela ouviu, meio distante, um barulho característico que aumentava gradativamente. E pôde perceber uma lágrima rolando de seus olhos e toda aquela fantasia desaparecendo. A hora de ir para o trabalho havia chegado.

Um comentário:

Pantoja disse...

nany, essa realidade ta parecendo quando é a hora de levantar pra ir pra FACULDADE... 5h da matina... oh ceussss!!!!!!

Estou debruçada em meu doce travesseiro de penas de ganço, quando em um estrondo.... TOCA O DESPERTADOR!! KKK

muito bom nany