sábado, 27 de dezembro de 2008

A coisa mais injusta na vida


­ A coisa mais injusta na vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás para frente. Nós deveríamos morrer primeiro e nos livrar logo disso. Daí viver num asilo até ser chutado para fora de lá por estar muito novo, ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha por 40 anos até ficar novo o bastante para poder aproveitar sua aposentadoria. Depois você curte tudo, mas tudo mesmo, bebe bastante álcool, faz várias festas e finalmente se prepara para faculdade. Daí você vai pro colégio, tem vários namorados, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, brinca o tempo todo, come bastante porcaria e é claro: não engorda! Grita, pula, corre, dança, se diverte e tem sempre comida na mesa, roupa passada e os papais pra comprar brinquedos. Depois se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando e termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?

Charles Chaplin (um pouco modificado)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

"A noite esquece quem procura um lugar pra se arrepender. Amanhã, um desecontro pode se revelar quando o dia nascer."

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Eu não quero pensar eu não quero pensar eu não quero pensar eu não quero pensar eu não quero pensar eu não quero pensar eu não quero pensar eu não quero pensar eu não quero pensar eu não quero pensar eu não quero pensar eu não quero pensar eu não quero pensar eu não quero pensar eu não quero pensar eu não quero pensar eu não quero pensar eu não quero pensar.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Eu seguraria tuas mãos por toda a eternidade.
Olharia teus olhos pra sempre.
Tocaria teus lábios incessantemente.
Desejaria teu toque incansavelmente.
Amaria-te indefinidamente.
Faria-te feliz indeterminadamente.
Eu sonharia por toda a eternidade.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

S.


Talvez isso seja o que mais me assusta. E o pior é que eu não devia... eu não queria estar me sentido assim, não agora. Eu nem tenho motivos reais pra me sentir desta forma. Eu só queria poder acreditar no que eu preciso, mas não me deixam. Uma palavra, uma frase. Foi o bastante.
-Você vai ficar/estar sozinha, de qualquer forma.
Ótimo! Era basicamente tudo que eu queria ouvir. Obrigada, de verdade! Afinal, eu não me importo nem um pouco com meu futuro. Se eu estarei ou não sozinha. Não vai fazer diferença. Não vou sentir falta. Um bom livro, uma boa cadeira; é tudo o que vou precisar.
Mas além disso, acho que também vou precisar aprender a mentir melhor...

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Organização.

De repente tudo parecia estar no lugar. No lugar certo, perfeitamente organizado. Foi a primeira vez que se sentiu assim. E foi incrível. Não havia excessos e também não lhe faltava absolutamente nada. Estava completa. Livre e ao mesmo tempo totalmente aprisionada. Mas não de um jeito ruim. A prisão pode ser um abrigo extremamente reconfortante, e o seu maior desejo era permanecer naquele abrigo pelo resto de sua vida.
Ah... Se soubesse que seria assim, não teria perdido tanto tempo ocupada com a bagunça. Tão bonito. Tão certo. Tão inevitável a sua completa entrega à perfeição. Talvez ela tenha sido encantada. Tipo a Branca de Neve. Só que sem maçã, sem bruxa, sem um príncipe que a despertasse. E que bom que não há príncipe, porque ser levada desta insana arrumação é a ultima coisa que ela poderia querer.
Quando as coisas estão em seus devidos lugares, tudo se torna tão mais fácil. Foi fácil se reapaixonar pela, talvez, qüinquagésima vez.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008


"Odeio o modo como fala comigo e como corta o cabelo. Odeio como dirigi o meu carro e odeio seu desmazelo. Odeio suas enormes botas de combate e como consegue ler minha mente. Eu odeio tanto isso em você que até me sinto doente. Odeio como está sempre certo e odeio quando você mente. Odeio quando me faz rir muito e ainda mais quando me faz chorar... Odeio quando não está por perto e o fato de não me ligar. Mas eu odeio principalmente não conseguir te odiar. Nem um pouco, nem mesmo por um segundo, nem mesmo só por te odiar"
10 things I hate about you.

Vazio.


Sem coração.
Sem criatividade.
Sem idéias.
Sem pensamentos.
Sem inspiração.
Sem o dia.
Sem a noite.
Sem 'o' sorriso.
Sem lágrimas.
Sem sentido.
Sem decisão.
Sem o que eu preciso.
Sem mim.
Sem você.
Sem a melhor parte de mim.

sábado, 27 de setembro de 2008


"Te juro amor eterno, mas não o amor insano que não se preocupa em durar, amor que se vê partir. Juro amor maior, aquele que é cultivado em um jardim secreto e regado com a mais pura das águas: a compreensão. Juro cada segundo, e as horas que me pedires, darei todas a ti. Te juro meu colo amigo e palavras queridas, para quando quiser chorar e lamentar alguma partida, tenha onde se esconder e se abrigar. Te juro meus olhos fixados no seus como se houvesse somente nós no mundo. E há somente nós no mundo. Juro estar contigo hoje e amanhã, mesmo sendo o futuro incerto demais. Te juro sinceridade e compaixão para que possas enxergar as pessoas com outros olhos. Te juro, por fim, tristezas. Mas não muitas, só o suficiente para que você veja que nem tudo e nem ninguém é demasiado perfeito. E que as alegrias possam fazê-la esquecer as lutas que foram travadas, e todas as lágrimas derramadas. Te juro essas promessas, pois te juro meu amor. O meu coração e o meu coração com alma, já te pertence."

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

domingo, 31 de agosto de 2008

Felicidades...


Se existem pessoas merecedoras de inúmeras homenagens, uma delas, pra mim, é ela.
Hoje é um dia especial. É o seu dia. O dia que Deus escolheu para nos presentear. E é a Ele que eu agradeço por você existir e mais que isso, por você fazer parte da minha vida. Hoje você completa mais um ano. Mais um ano de felicidade proporcionada a todos ao seu redor, inclusive a mim. Mais um ano de vida. Mais um ano dos muitos que você ainda vai ter pela frente. Esse é um dos meus desejos, Lika. O outro, é que você seja feliz, muito, muito feliz.
Parabéns à menina que você era ontem e a mulher que você está se tornando hoje.
Eu amo você. E mais, sempre mais.
Minha aniversariante preferida!

domingo, 27 de julho de 2008

Devaneio.


Um dia qualquer. Um banquinho de jardim, à moda antiga. Eu e você. Perto, bem perto. Contemplando o pôr do sol. Ou o nascer, quem sabe. Nos perdendo nas nossas lembranças. Rindo das nossas próprias falas, nossas bobagens que mesmo depois de tanto tempo, continuam as mesmas. E depois dos risos, das lembranças, das bobagens, vamos simplesmente nos admirar. Ao longe, a nossa música vai começar a tocar. Vamos sorrir, nos beijar. Com as pontas dos dedos, vou sentir as linhas do seu rosto, e perceber que ele também continua o mesmo, o mesmo rosto lindo de anos atrás, o mesmo rosto lindo que me fez estar neste banquinho de jardim, em um dia qualquer. E como antes, seus olhos vão baixar, você vai dar um sorriso leve, meio sem graça e eu vou sentir tudo que senti quando nos beijamos pela primeira vez. Vou sorrir também. Vou sorrir pela certeza de que estarei com você até o fim e você estará comigo. Num impulso, segurarei de leve tuas mãos e te convidarei a dançar. A proximidade me fará sentir o seu perfume, a maciez da sua pele, dos seus lábios. E te sentir tão perto, ainda me provocará arrepios, ainda me fará tremer, ainda fará meu coração saltitar. E eu me reapaixonarei por você, como todas as outras inúmeras vezes. Nossos olhares vão se encontrar e você vai dizer que me ama, como sempre faz depois que nos beijamos. E permaneceremos assim, dançando mesmo depois do fim da música, até que o brilho da lua ou do sol nos desperte.

"This will be everlasting love, this will be the one I’ve waited for. This will be the first time anyone has loved me"

P.S.: Eu te amo e você, só você, sabe.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Sem.


Existe gente que é mais útil à noite. Existe gente que é mais útil de dia. E eu, que existo também, e só. Talvez eu sofra algum tipo de bloqueio. Algum tipo de trauma. Ou algum tipo de falta de capacidade mesmo. O que me resta? A inutilidade infinita. E às vezes eu consigo fazer com que ela se transforme em algo útil. Às vezes. A questão é que essa falta de ‘algo mais’ sufoca. A mesmice enjoa. E até a inutilidade precisa de algum tipo de impulso. E a vontade que me vem é de pegar tudo e jogar no lixo. E isso não faz sentido nenhum. Só que a culpa não é minha, é da inutilidade. Eu disse, às vezes não dá certo.Mas eu sei me enganar bem, e é suficiente, sempre funciona. Que não tem sentido, eu já sei. Mas se eu quiser que tenha, eu posso. E o meu sentido nunca vai ser o seu. É isso que nos diferencia. E é isso que me faz inútil na maior parte do tempo. Que me sufoca. Me enjoa. Que me faz perceber que eu sei me enganar e faço isso com habilidade inigualável. E eu já disse que funciona?

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Nicest Thing - Kate Nash

All I know is that you're so nice
You're the nicest thing I've seen
I wish that we could give it a go
See if we could be something
I wish I was your favorite girl
I wish you thought
I was the reason you are in the world
I wish my smile was your favorite kind of smile
I wish the way that I dress was your favourite kind of style
I wish you couldn't figure me out
But you'd always wanna know what I was about
I wish you'd hold my hand when I was upset
I wish you'd never forget the look on my face when we first met
I wish you had a favourite beauty spot that you loved secretly
'Cos it was on a hidden bit that nobody else could see
Basically, I wish that you loved me
I wish that you needed me
I wish that you knew when I said two sugars, actually I meant three
I wish that without me your heart would break
I wish that without me you'd be spending the rest of your nights awake
I wish that without me you couldn't eat
I wish I was the last thing on your mind before you went to sleep
All I know is that you're the nicest thing I've ever seen
And I wish we could see if we could be something
And I wish we could see if we could be something

Faz mal...


Algumas coisas você sabe. Simplesmente sabe sem que ninguém te diga ou te explique. Outras não. Então você tem um problema, que pode se tornar solução, talvez. Às vezes eu acho que não sei nada e me sinto bem por isso. Porque não sei se saber é bom. Sei que saber demais faz mal. Saber de menos também. Saber tudo, é impossível. Não saber nada, é o mínimo óbvio. Mas e quando você sabe o que não gostaria de saber nem em sonho? Que é quando você percebe que não precisa da ajuda de ninguém pra descobrir o que não quer. Você consegue sozinho. Fácil como se estivesse fazendo algum muito esforço para isso. E é aí que surge o problema e a enorme vontade de ser tão idiota a ponto de não ter capacidade pra entender, pra saber. E o inverso também á válido. Certas vezes, por mais que o conhecimento de seja lá o que for, esteja frente aos seus olhos, você não consegue. Mesmo se tiver ajuda. De uma lente de aumento, quem sabe. Não consegue. E essa pode ser a solução. Porque saber demais faz mal!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

''— Ela disse: 'Estou com tanto medo...' E eu perguntei: 'Porquê?' Aí, ela respondeu: 'Porque estou me sentindo profundamente feliz, dr. Rasul. E uma felicidade assim é assustadora.' Voltei a perguntar por quê, e ela prosseguiu: 'Só permitem que alguém seja assim tão feliz se estão se preparando para lhe tirar algo', e eu disse: 'Agora, chega. Já basta dessas tolices'.''

(O caçador de pipas- pg 166)

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Algumas coisas podem/devem ser evitadas...


O telefone tocou.
Meio hesitente, foi tirado do gancho e o silêncio foi quebrado por um ''alô'' quase imperceptível. E a voz do outro lado, que a tempos atrás seria reconfortante, dessa vez soou como uma penitência, a lembrança de coisas que deveriam ser trancadas em quartos escuros, pra sempre. Mas agora já estava feito. A paz que a estava sondando a dias, quase meses, foi arrancada e o seu coração que a minutos antes pulsava num ritmo aparentemente normal, agora estava completamente descompassado.
Deveria ter deixado que tocasse, tocasse, tocasse. Incansavelmente. Porém, não o suficiente pra fazer-lhe atender.
Só que não o fez.
E o tempo já estava tarde a essa altura.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Dia feliz.


Um dia feliz.
É raro, mas é o que todos precisam.
É o que todos precisam pra se sentir melhor. Pra se sentir vivo.
E o que eu diria sobre um dia feliz ao lado de alguém que se ama de verdade?
Daria um poema. É, daquelas bem neoclássicos (com algumas exceções, claro), a idealização da mulher amada e toda aquela ladainha, que na verdade, nem é tão ladainha assim pra quem está sentindo. O fato é que um dia feliz é importante e um dia feliz ao lado de alguém importante, é especial. Por que não é necessário muito para nos sentirmos completos. Por que sorrir por nada, faz bem. Por que estar com quem você ama, é a melhor coisa. E por que olhar e conseguir sentir, é fundamental.
Coisa de gente louca?
Talvez.
Vai depender do tipo de loucura de que se está falando...

.


“O que eu estou fazendo aqui?” Foi o que passou pela sua cabeça naquele momento. Mas ninguém a responderia, ninguém nem mesmo percebia a sua presença. E ela sabia que precisava ir. Sabia que aquele não era o seu lugar. Mas alguma coisa a impedia. Tentou se mover, tentou ensaiar uns passos para a saída, mas não adiantou, suas pernas pareciam ter vida própria. Não conseguia entender. “Eu tenho que ir, eu tenho que sair daqui”. Ficava repetindo em voz baixa. Sentiu vontade de gritar, mas quem a ouviria? Eles nem mesmo podiam vê-la. A orquestra não parava. E aquela música a estava enlouquecendo. Mas por que parecia que, no meio de tanta gente, ela era a única que se incomodava? Todos pareciam bem e dançavam conforme a sinfonia tocada. Será que estava louca? Não. Ela não. Qualquer outra, mas não ela. E porque não era como eles? Por que aquela música a deixava tão desconfortável? E desde quando era tão completamente invisível? Talvez sempre tenha sido, mas nunca se sentiu afetada. Não como estava se sentindo aquela noite. Mas a vontade incontrolável de ir embora, agora estava sendo substituída por um certo conformismo e uma pontinha de curiosidade. As pernas não a obedeciam mesmo, que diferença faria continuar tentando? Provavelmente seria mais interessante ficar e observar. Tentar enxergar a diferença. A sutil diferença entres eles... e ela. Mas lembrou que havia esquecido seus óculos e sem eles, nada poderia ver. Então esperou. Esperou até que se cansassem. Até que a música se tornasse apenas mais um ruído aos seus ouvidos. Mas não aconteceu. Eles não pararam. Não se cansaram. Mas ela sim. Cansou de observar. Cansou da invisibilidade e das tentativas vãs de chegar à saída. Então, sem pensar muito, se juntou ao grupo. Se tornou um deles. E tudo que a incomodava antes, passou a fazer parte dela. A diferença desapareceu e ela nem mesmo pôde notar. Por que agora, agora ela era como eles.

sábado, 12 de julho de 2008

Insano.


Início.
Olhar.
Sorrisos.
Bocas.
Línguas.
Dentes.
Veias.
Coração.
Alma.
Vida.
Amor.
Decepção.
Lágrima.
Tesoura.
Papel.
Cabelo.
Insanidade.
Pulsos.
Sangue.
Fim.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Intimidade.

Intimidade é uma palavra com cinco sílabas que quer dizer: “Eis meu coração e minha alma, favor moê-los, fazer deles um hambúrguer e bom apetite!”.
É tão desejada quanto temida, difícil de viver com... E impossível de viver sem. Intimidade também está ligada a três coisas inevitáveis: família, romance e certos amigos. Existem coisas que você não pode escapar, e outras que preferiria não ver.
Gostaria que houvesse um livro de regras para a intimidade... Algum tipo de guia, que te avisasse quando você ultrapassasse a linha. Seria bom se pudéssemos prever, mas a intimidade não pode ser classificada. Você a agarra onde puder, e a mantém por quanto tempo puder...
E quanto às regras? Talvez não exista nenhuma. Talvez a regra da intimidade seja algo que você tenha que definir por si mesma.

Lika.

Limites.


É tudo uma questão de linhas. A linha de chegada em uma corrida. A linha de espera por algo importante. E, é claro, a linha mais importante de todas, a que separa você das outras pessoas. Não te ajuda chegar muito perto dessas outras pessoas, nem fazer amigos. É preciso ter limites entre você e o resto do mundo. As outras pessoas são complicadas demais, sempre...
É tudo uma questão de linhas... Você desenha uma linha na areia e reza eternamente pra ninguém passar por ela.
Só que, em certo momento, você tem que tomar uma decisão. Limites, não mantém os outros de fora, eles te prendem dentro. A vida é complicada... É assim que somos feitos...
Portanto... Você pode passar a vida traçando linhas... Ou... Você pode viver a vida atravessando-as... Mas existem certas linhas que são perigosas demais para se atravessar.
Aqui está o que eu sei, se você estiver disposta a arriscar... A vista do outro lado, quando você arrisca... É espetacular.

Lika.

“As pessoas escrevem o que vivem”. Será mesmo? Que doces seriam nossas vidas se todas as palavras do papel fossem um básico “auto-retrato” . Ou que amargos seriam nossos dias se fossem como tudo que escrevemos. As pessoas escrevem o que sentem e não necessariamente o que vivem... As palavras devem ter vida própria e para isso precisam ser sentidas antes de escritas. Eu amo e sou devota às letras, à incrível junção das sílabas que faz com que algumas vogais e consoantes expressem os mais inacreditáveis sentimentos ou sons. É incrível! É poderoso. Você faz o que quiser, você é quem quer ser, você diz o que quer dizer graças a um aglomerado de letras. E se você quiser “auto-retratar” a sua vida, não há nada que impeça. Se quiser viver um sonho, ninguém vai te acordar. Se você quiser ser uma princesa, um rei, um assassino ou quem sabe uma prostituta, você será e não vai precisar se vender para isso. Por que no mundo da escrita, tudo é possível, tudo acontece, tudo se vive e o mais importante, tudo se sente! Com um lápis e um pedaço de papel, eu posso conquistar o mundo e isso não é só força de expressão.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Rotina.


A idéia é a rotina do papel
O céu é a rotina do edifício
O início é a rotina do final
A escolha é a rotina do gosto
A rotina do espelho é o oposto.
A rotina do jornal é o fato
A celebridade é a rotina do boato
A rotina da mão é o toque
A rotina da garganta é o rock!
O coração é a rotina da batida
A rotina do equilíbrio é a medida
O vento é a rotina do assobio
A rotina da pele é o arrepio.
A rotina do perfume é a lembrança
O pé é a rotina da dança
Julieta é a rotina do queijo
A rotina da boca é o desejo
A rotina da direção é o caminho
A rotina do destino é a certeza
Toda rotina tem a sua beleza.

Aaii, o beijo!

- Por que você não me esquece?!
- Você sabe porque...
- Não, eu não sei!
- Não faz isso. Eu não queria que fosse assim, eu não queria me sentir...
- Você não queria? Há! Faça-me o favor. Você me enganou...
- Não! Eu nunca te enganei, eu só nunca te disse nada porque eu sabia o que você ia dizer, sabia que você não ia mais querer me ver, que você ia querer se afastar, eu sabia!
- Você acha que sabe tudo, não é? Você acha que me conhece, que conhece cada pensamento meu, cada vontade... Mas não, você não me conhece e você não tinha nenhum direito de fazer isso comigo, e se agora eu não quero mais te ver, não é por eu ter descoberto a verdade, mas por eu ter descoberto que você é covarde e não sabe absolutamente nada sobre mim!
- Eu sei que fui deprimente e covarde. Tive medo. Mas se fiz o que fiz, se nunca te disse a verdade, se nunca te disse o que eu realmente sentia, foi pra não te perder. Eu te amo e agora você sabe disso. Eu não ia agüentar o seu olhar de desprezo. Eu simplesmente não podia, eu não podia...
- Desprezo? Você realmente não sabe nada ou então não quer saber! Será que você não percebe que...
- Não Li, não chora, vai... Por favor...
- Você não entende...
*silêncio*
- Por que você fez isso comigo? Por quê?
- Eu tive que fingir que não queria mais sua amizade pra me manter longe, pra tentar te esquecer... Eu sei que eu devia ter falado tudo pra você desde o início, desde quando eu...
- Eu me apaixonei por você! E eu tive vergonha disso. Achei que fosse loucura. Não sabia mais como agir perto de você, não sabia se você sentia o mesmo, eu tinha quase certeza que não... Mas agora, depois de todo esse tempo que eu sofri em silêncio, que eu tentei esquecer, que eu me culpei, eu descubro que você mentiu pra mim. Você me enganou! E eu não vou te perdoar por isso!
- O que você tá me dizendo? Você... Você se apaixonou por mim?
- Agora não importa mais! Eu não quero mais te ver, não quero mais ser sua amiga, não quero mais nada que venha de você! E você sabe que nós não poderíamos... Não está certo! É loucura! Não está certo, não está... eu tenho que tirar essa idéia da cabeça e você também!
- Li... olha pra mim...
Ela ergue os olhos marejados e é surpreendida por um beijo. Um beijo delicado, leve, intenso. Foi uma sensação nova. Única. Sentiu, por um momento, seu corpo flutuar. Sentiu que, desta vez, não poderia mais fugir. A loucura já fazia parte dela!

E ele passa...


É engraçado como o tempo e a distância, mesmo nem sendo tão longa assim, afastam as pessoas. Estivesse pensando no quanto se perde. No quanto é deixado pra trás sem perceber. E no quanto as insignificâncias fazem falta. É engraçado também como as pessoas ou não dão a mínima para as irrelevâncias que as fazem mais felizes ou vivem para tentar encontra-las ou recupera-las, algumas muitas vezes sem sucesso. Mas o que mais chama atenção em tudo isso é que não importa o quão bom seja um momento, ele vai acabar. Assim como as pessoas, mais cedo ou mais tarde, vão se afastar. Vão procurar em outros lugares ou em outras pessoas o que julgam ser necessário para se sentirem completas. E a distância vai ser maior. O tempo vai esquecer. E a vida vai continuar. E um dia, um dia qualquer como o de hoje, quando resolver arrumar algumas de suas coisas, muito provavelmente você vai encontrar as recordações da sua vida. E vai se sentir pequeno diante das lembranças. E vai perceber que os dias mais importantes ou quem sabe os mais alegres, foram jogados em uma caixinha qualquer, esquecida no fundo do armário. E vai sorrir e ao mesmo tempo vai sentir seus olhos umedecerem ao ver aquela fotografia engraçada. E vai se perguntar se esse é o sentido da vida, se no fim, tudo vai mesmo parar dentro de uma caixinha, esquecida no fundo de algum lugar. E vai querer pegar tudo que era seu, de volta. E vai tentar reencontrar as pessoas, visitar novamente os lugares que te marcaram. E por um instante, vai ter a sensação de que tudo voltou a ser como antes (com a diferença que agora você tem alguns sinais de expressão a mais) e que você não precisa mais daquela caixinha, aquela que te fez sorrir e chorar, para reviver os seus momentos. E daí, vai se sentir feliz e vai continuar vivendo. E o tempo vai passar e esquecer. Se não fosse pelo espelho, você não iria nem sentir. Até que em algum outro dia qualquer, você vai encontrar de novo a caixinha e vai ter certeza do sentido da vida.

Reality.


“Certas mulheres como você, me levam sempre onde querem...Seus dentes e seus sorrisos mastigam meu corpo e juízo, devoram os meus sentidos. E eu já não me importo comigo...”
Naquele momento não existiria o depois, o amanhã era um mero detalhe. Só havia duas pessoas. E era o suficiente. A música, que antes fazia parte do cenário, tinha cedido lugar ao som do silêncio. O silêncio que dominava os seus corpos. O silêncio que, por mais inerte que fosse, despertava o desejo como barulho nenhum o poderia ter feito.
E um olhar já bastava. A simples insinuação de um singelo sorriso se transfigurava nas mais verdadeiras e bobas promessas. E os sentimentos sofriam mutações avassaladoras. A realidade parecia desfazer-se em mil pedacinhos de ilusão, uma fantástica ilusão. E ela adorava se sentir daquela forma. Quando, finalmente, a falta de som foi quebrada pelo toque dos lábios ansiosos pelo tato, ela ouviu, meio distante, um barulho característico que aumentava gradativamente. E pôde perceber uma lágrima rolando de seus olhos e toda aquela fantasia desaparecendo. A hora de ir para o trabalho havia chegado.

quarta-feira, 2 de julho de 2008


Não escrevo nada realmente útil a uns bons dias, acho que até meses (pelo menos nada que seja da minha própria autoria). Não vou dizer que é porque ando sem tempo, porque isso seria uma assombrosa mentira já que agora estou de férias e o que não tem me faltado são momentos de gloriosa liberdade para praticar o ato de fazer nada. Também não vou dizer que é por que não encontro nada interessante pra postar, porque essa seria uma mentira muito maior. O fato é que eu não sei o que aconteceu, mas a minha capacidade criativa passou de quase imperceptível para totalmente imperceptível. Padeceu, coitada. E agora eu estou de luto. E é por tempo indeterminado. Vestirei preto até que ela, a capacidade criativa, ressurja das cinzas e reabite este corpo carente de inovações!

O jogo

"Dizem que a pessoa ou tem o que é preciso pra jogar ou não tem. Eu [...] estou meio ferrada.Em um dos meus primeiros dias na faculdade ouvi isso se dizer e nunca vou esquecer: 'Cada um de vocês chega aqui hoje cheio de esperanças, querendo entrar no jogo. Alguns meses atrás vocês estavam no Ensino Médio aprendendo a ser universitários. Hoje, vocês são esses universitários! Os anos que passarão aqui como alunos serão os melhores e os piores da suas vidas. Serão testados até o limite, com trabalhos, apresentações, pesquisas sobre coisas que nunca ouviram... Olhem em volta, digam ‘oi’ para a competição. Alguns de vocês mudarão para um curso mais fácil, outros vão desistir com a pressão, e outros iram até mesmo serem convidados a sair. Essa é sua linha de partida. Esta é sua arena. Se jogaram bem ou não, só vocês sabem.' Como eu disse... Estou ferrada! Não consigo pensar numa razão para estar fazendo o curso que estou fazendo... Mas consigo pensar em mil razões para desistir. [...]Eles dificultam tudo de propósito. Chega um momento em que é mais que um simples jogo... Ou você dá aquele passo à frente ou vira-se e vai embora. Eu poderia desistir, e até já pensei nisso... Mas tem só um detalhe... Eu adoro jogos..."
(Lika)

Até o fim...

Quando nasci veio um anjo safado
O chato dum querubim
E decretou que eu tava predestinado
A ser errado assim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim

Inda garoto deixei de ir à escola
Cassaram meu boletim
Não sou ladrão, eu não sou bom de bola
Nem posso ouvir clarim
Um bom futuro é o que jamais me esperou
Mas vou até o fim

Eu bem que tenho ensaiado um progresso
Virei cantor de festim
Mamãe contou que eu faço um bruto sucesso
Em Quixeramobim
Não sei como o maracatu começou
Mas vou até o fim

Por conta de umas questões paralelas
Quebraram meu bandolim
Não querem mais ouvir as minhas mazelas
E a minha voz chinfrim
Criei barriga, minha mula empacou
Mas vou até o fim

Não tem cigarro, acabou minha renda
Deu praga no meu capim
Minha mulher fugiu com o dono da venda
O que será de mim?
Eu já nem lembro pronde mesmo que vou
Mas vou até o fim

Como já disse era um anjo safado
O chato dum querubim
Que decretou que eu tava predestinado
A ser todo ruim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim

(Chico Buarque)

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Prisão...Doce prisão.


Necessidade de tocar, sentir... É só comigo? Às vezes não dá pra entender o que acontece ou o que mudou. E eu me sinto assim, tão diferente do assim que me sentia antes... Não tenho mais o controle da situação e nem sei se cheguei a ter um dia. Não consigo mais fingir que não sinto quando na verdade essa é a única razão por eu estar sorrindo. Estou sentindo o que eu jamais me permitir sentir. Fui dominada e não pude evitar. Na verdade, eu não quis evitar. Que culpa eu tenho? Não posso voltar no tempo e ''consertar'' tudo. Não posso porque provavelmente seria uma viagem em vão. Se eu tivesse essa chance, não mudaria um ponto, uma vírgula. Deixaria tudo acontecer de novo, exatamente igual. Não há mais o que ser feito ou dito. É isso. Fui pega e não tenho saída. Não quero encontrar a saída. Quero passar o resto da vida aqui. Bem aqui, na minha linda e aconchegante prisão.

Há momentos em que acreditamos que somos inatingíveis. Ou pelo menos um pouco... É uma pena que momentos assim durem quase nada.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Sinal de fumaça!


Mil anos depois eu resolvi dar uma passadinha e informar que ainda há vida dentro deste corpo de pequena grande estatura!
Desculpem a ausência, mas é que eu estava/estou meio atordoada esses últimos dias... Milhões de coisas pra fazer e eu sem saber ao menos por onde começar... Acho que agora a vida começou de verdade, pelo menos pra mim. Não gostei muito sabe?! Nunca gostei de mudanças, mas está sendo até interessante (uma parte só é interessante, porque a outra é completamente maravilhosa e talvez não seja assunto pra esse post.). Então, todo esse tempo 'fora' e eu ainda não consegui pensar em nada legal pra postar aqui.. Nada de novidades, pelo menos nenhuma que valia a pena ser contada aqui.
Ah, essa última sexta eu encontrei algumas amigas que a tempos não via... Não tanto tempo assim, mas o suficiente pra sentir falta até de comentários aleatórios e sem sentido! Não deu pra esmagar a maldita saudade ainda. Aliás, creio que nunca conseguirei tal ato glorioso... É, porque nunca mais passaremos tempo suficiente juntas pra isso. Eu sei que ''nunca mais'' é demais, mas é verdade. Demoramos praticamente 5 meses pra reunir todo grupo de novo, e olha que mal começamos a 'viver'... Imaginem daqui a uns 2 ou 3 anos? Vai ser quase impossível essas saídas acontecerem e se acontecerem, não serão tão divertidas e empolgantes como são agora. De qualquer forma, prefiro alimentar meu minúsculo lado otimista e acreditar que isso é mais uma bobagem da minha cabeça. Ou não.

Bom, sem mais novidades até agora. A não ser o fato de que uma amiga casa-se em breve, provavelmente... E o de que eu me casarei em um futuro completamente distante e talvez inexistente. Quer dizer, não no modo convencional da coisa, se é que alguém me entende (sim, eu sei que alguém me entende!). Não gosto de mudanças, mas aprendi a gostar do incomum, que talvez nem seja tão incomum assim. Depende de quem vai ler isso aqui.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

"Que minha loucura seja perdoada,
porque metade de mim é amor
e a outra metade também!"